terça-feira, 18 de outubro de 2011

Um codinome Lua


 ''Catanduva, SP. Agosto de 2002, 21:30hr.
  Como todas as noites estávamos deitados na grama do quintal daquela casa onde tanto sofremos. O céu estava límpido como sempre, cada estrela visível como uma faísca na escuridão, e a Lua reinava no imenso manto azul. 
      - Você é como a Lua, tem um brilho que iluminará o mundo e sabe sempre a hora certa de aparecer. Minha Lua. 
  O som do vento zuniu em meu rosto quando levantei a bochecha de seu peito para olha-lo 
      - Eu te amo Pai.
  Eu tinha apenas sete anos, sete anos com ele. Hoje aos dezessete vejo que a dor de perdê-lo é insuperável. Fazem sete anos, e a cada sete minutos me parecem apensas 7 segundos.''


Sete anos sem você, sete anos reaprendendo a viver, Pai.




Amanda Droich


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