quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Armadilha




Essa crise do irremediável
Sinto pulsar com rigidez em meu peito
Sem vestígios do destino desta prosa
Sem saber o findar desta sensatez

Enviada a ti fui por ironia do destino
Sou os pregos que perfuram tuas mãos na cruz
Sou o sangue preso nas veias da tua garganta
Sou a escuridão que cega tua luz

Formosa bailarina do teu show
Cavalgo em teu corpo com precisão
Fujo dos teus devaneios desfilando em teu olhar
Com a certeza de que jamais se realizarão



Amanda Droich


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